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Mostrando postagens de Junho 23, 2016

Boris Pasternak

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Por Christopher D Michael


Quem foi, então, Boris Pasternak? Depois da emblemática juventude dourada da Moscou do Futurismo e de dividir aquele mundo (uno com Shelley e outro na qualidade de Byron) com Maiakóvski, só até fins dos anos vinte, este poeta, que noutra época havia sido um perfeito apolítico, mostrou interesse genuíno por respaldar o regime bolchevique. Mas educado por Scriabin (creio que só ouvindo seu mestre musical alguém pode espreitar o mistério poético pasternakiano) e havendo fracassado como poeta revolucionário com O ano 1905 (1927), Pasternak retrocedeu dando um passo adiante e teve a louca ideia de seduzir Stálin, convertendo-se em sua má consciência. Como havia ocorrido frente ao czar com Pushkin num dia remoto, Pasternak quis insuflar em Stálin o sopro da clemência.
Ninguém parecia menos apto para sobreviver ao terror que o futuro criador de Jivago: indiscreto, impulsivo, temperamental, megalomaníaco como todo aquele que se sabe eleito pelas musas, Pasternak sobr…