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Mostrando postagens de Setembro 16, 2016

Jean-Marie Gustave Le Clézio

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Jean-Marie Gustave Le Clézio (ou, simplesmente J. M. G. Le Clézio) publicou seu primeiro romance, Le Procès-verbal em 1963. Tinha 23 anos e com aquele livro torrencial onde mergulha o leitor no isolamento de um jovem com amnésia que se perde gradualmente entre alucinações, ganhou o Prêmio Renaudot e o reconhecimento de titãs da crítica como Michel Foucault e Gilles Deleuze.
Os estudiosos da obra de Le Clézio sempre dividem sua carreira literária em duas fases. A primeira, marcada por sua inquietude experimental, o pós-estruturalismo, a exploração da loucura e uma retórica enervante; foi esta que lhe valeu os adjetivos de inovador e rebelde além da comparação com o também francês Albert Camus. A relação dá-se ainda pela preocupação do escritor com questões do indivíduo a partir do que denominadamente foi criada pelo autor de O estrangeiro, o absurdismo.

A segunda, em que recusa a anterior, está guiada por suas memórias familiares; trata-se de uma prosa mais lírica e acessível ao luga…