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Mostrando postagens de Setembro 20, 2016

A graça imortal de David Foster Wallace

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Por Rodrigo Fresán


Um fantasma percorre a América do Norte (e o resto dos continentes) e esse fantasma é o de David Foster Wallace. E seu cada vez mais vital espectro (seu corpo nascido em 1962, sua alma aparecida em 2008, previu rapidamente o suicídio) reaparece trazendo nas mãos as sagradas escrituras do romance pelo qual é melhor lembrado e, talvez, pior compreendido e apressadamente imortalizado.
Graça infinita, publicado em 1996, aqui e agora, figurando em toda em toda e qualquer lista sobre as jovens marcas do fim e começo do milênio literário (ao lado de American Psycho, de Bret Easton Ellis, quem considera Wallace um farsante hipervalorizado). Graça infinita não cai de moda porque é uma moda em si mesma. Um desses livros – como A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy, Moby Dick, O homem sem qualidades, Ulysses ou Em busca do tempo perdido –que permanecem, mesmo sem sequer ser aberto, nas mesas de cabeceira ou nas listas de promessas a não se cumprir para as leituras …