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Mostrando postagens de Março 10, 2017

A resistência, de Julián Fuks

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Por Pedro Fernandes


Uma história que se insinua. Isto é A resistência,o terceiro livro de Julián Fuks. Antes vieram Procura do romance e Histórias de literatura e cegueira. Neste, o narrador se veste do interesse de contar a história de um irmão adotivo, figura em torno da qual se constrói toda uma sorte de resistências em tornar pública sua história a começar pelo zelo quase sagrado de tratá-lo por essa condição. “Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado” – assim inicia a narrativa. E a não-revelação sobre a história deste irmão servirá de força motriz para uma investigação silenciosa e diferente sobre o passado. 
Até aqui, a ideia se aproxima e se confunde com a proposta por Chico Buarque na composição de O irmão alemão, romance nascido de uma investigação do escritor em torno um irmão bastardo com o qual não teve contato. Ou de Todos os nomes, de José Saramago cuja existência se deve às investigações do escritor português em torno da morte do irm…