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Mostrando postagens de Maio 3, 2017

A hora da transparência na literatura

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Por Jesús Ruiz Mantilla


A era da transparência não é válida apenas para a política, a economia, o jornalismo ou a ação social. Também a literatura transita por essa senda. Alguns autores a colocaram em prática muito antes de tudo, antes mesmo de que os leitores pedissem. É, talvez, um audacioso signo para afrontar os tempos ou uma maneira experimental; pode ser as duas coisas de uma vez. De maneira consciente e inconsciente mas efetiva e arriscada são vários os que desenvolveram a estas alturas com o que poderíamos qualificar de transparência literária: mostrar ao leitor, na própria obra, como foi o processo de criação do romance que ele tem em mãos.
Há alguns anos, autores franceses como Laurent Binet ou Emmanuel Carrère em suas obras HHhH ou Limonov e O reino, respectivamente, assim como Antonio Muñoz Molina (Como la sombra que se va), Kirmen Uribe em vários romances e, sobretudo, Javier Cercas, que reincide em sua última obra, O impostor, entrem de cheio nesta arriscada tendência …