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Mostrando postagens de Agosto 8, 2017

Bruno Schulz: a felicidade de um mundo impreciso

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Por María Negroni


Minha ideia é aprofundar-se infância a dentro (Bruno Schulz)
Drohobycz, uma cidade pequeniníssima à beira dos Cárpatos, nos confins do então Império Austro-húngaro. Aí nasce, em 1892, Bruno Schulz. Uma criança doente, com problemas nos pulmões e no coração, que aprenderá desenhar e logo saberá falar polonês, alemão, russo, iídiche. Mais tarde irá viver em Viena para estudar Arquitetura. Também fará uma estadia em Paris. Schulz está na lista daqueles escritores que, como César Moro, disseram alguma vez “Je n’ai pas de Maison”. Drohobycz é e será sempre a “República dos Sonhos”, o lugar do maravilhoso, onde é possível intimar com o vasto mundo e suas antigas fábulas.
Em algum momento, não necessariamente nesta ordem, traduz com Josefina Szelinska O processo, de Franz Kafka; ilustra Ferdydurke, de Witold Gombrowicz; troca correspondências com Thomas Mann; conhece Debora Vogel, escritora e doutora em Filosofia de Lwów que havia publicado uma antologia de poemas em iídic…