Férias

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dos livros mais bacanas










No fim de ano são colocadas em pauta, de papel ou de mente, os feitos e os desfeitos do ano que termina e projetam-se feitos para o ano que se inicia. Tem sido sempre assim e escapar desse ciclo, me parece, é tarefa fadada ao fracasso. Ano passado aderi a moda das listinhas e coloquei aquilo que a meu ver foram grandes presenças que me marcaram. Como tudo é cíclico, cá estou eu de novo a apontar os feitos que me serviram para ser a pessoa que hoje o sou. Limito-me aos livros. Li muito esse ano, creio que mais do que noutros anos, e cito algumas obras geniais, por tudo que este termo abarque: Os sertões, de Euclides da Cunha; Fogo morto, de José Lins do Rego; Leite derramado, de Chico Buarque; Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; Os lusíadas, de Luis de Camões; Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski; A metamorfose, de Franz Kafka; Manual de pintura e caligrafia, Levantado do chão, Caim, A viagem do elefante de José Saramago.



Intervalo

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A mulher que empurrou o papa


Uma mulher saltou as barreiras de segurança colocadas dentro da basílica de São Pedro e empurrou o Papa Bento XVI, quando o pontífice percorria o corredor central da basílica, segundo um porta-voz do Vaticano, citado pela Associated Press.

Bento XVI acabaria por cair, mas sem sofrer aparentemente nenhum ferimento, e retomou o caminho até ao altar para celebrar a tradicional Missa do Galo.

A mulher, que aparentemente sofre de perturbações mentais, foi detida pela polícia do Vaticano.

A desconhecida também empurrou o cardeal Roger Etchegaray, que foi transportado para o hospital para ser examinado.


É de uma personagem assim que precisamos.

Alguém que saiba empurrar a pessoa certa na altura certa.

 
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Texto publicado no Blog Reflexos

Intervalo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Uma mensagem de Natal? (II)








Pela meia noite de hoje, 24-para-25, a tradição - que não é mais cristã - é popular, celebra os festejos do Natal. Reitero que esta data que tem assumido uma importância na comunidade humana pelos signos que ela representa, sejam verdadeiramente verdadeiros, sejam de verdades falsas, deve ser a data em que voltemos à figura realmente humana daquele Cristo, cujo mito se renova a cada ano por essa época. É o momento em que devemos de nos desapegar de toda materialidade que fere a instância de humanos que ainda ousamos ser; é o momento de voltar ao entendimento de toda a simbologia que circunscreve essa data. Enquanto disso não formos capazes de entender - e me parece que ainda estamos longe deveras disso acontecer - não terá sentido algum a celebração da data - quer se façam ceias, quer se troquem presentes, quer se façam confraternizações. O sentido da data não reside em nada disso, do contrário, reside na ausência desses convencionalismos. Pensemos.

Cordiais saudações.


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