quarta-feira, 7 de março de 2012

Nosferatu, de Friedrich W. Murnau




Nas artes visuais, o expressionismo surgiu como resposta amarga, no transcorrer da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ao lirismo do anterior impressionismo. É também, como diz o termo, a expressão de algo que está por detrás, sobretudo do inconsciente humano. No cinema, foi o alemão Robert Wiene seu precursor, com O gabinete do Dr. Caligari  (1919), no qual representava distorções estéticas (sobretudo nos cenários, bastante gráficos com suas casas e ruas tortas). Mas foi Friedrich Wilhelm Murnau quem o levou adiante, dirigindo a obra-prima Nosferatu. O que Wiene mostrava, sobretudo, na geometria dos espaços, Murnau explorava no rosto do vampiro e no jogo de sombras, movimentos de câmera e uso de lentes que deformam e embaçam a imagem. O cineasta, assim, chegava a outra característica expressionista, que é pôr à vista os fantasmas do inconsciente do homem.

O diretor adaptou o romance Drácula (1897), do escritor irlandês Bram Stroker, mas, por ter esbarrado nos direitos de adaptação, trocou o nome do personagem. Um pouco por causa disso, o horror de Nosferatu é diferente da mitologia e dos clichês sobre o vampiro que a tradição cinematográfica posterior construiu a partir da obra de Stroker, como os longas estrelados por Christopher Lee nos anos de 1950 e 1960, produzidos pela Hammer. No filme de Murnau, o vampiro é o Conde Orlok (Max Schreck), que se apaixona pela imagem da esposa do agente imobiliário que o visita em seu castelo, no Cárpatos. Num navio carregado de ratos, ele parte em busca de sua amada.

Schreck submeteu-se a um extremo trabalho de preparação para o papel a fim de compor uma imagem exótica e assustadora (na época, o filme foi proibido na Suécia tamanho o seu terror), que carrega o drama de destruir aquilo que ama.

Esse viés trágico-romântico foi retomado por Francis Ford Coppola em Drácula de Bram Stroker (1992). Nela, o diretor americano fez inúmeras homenagens ao filme de Murnau, como a de navio e do vampiro levantando-se ereto do caixão. Outro alemão, Werner Herzog, refilmou com fidelidade e espírito romântico o que seria uma referência mais íntima ao longa de 1922. Nosferatu, o vampiro da noite (1979), com Klauss Kinski repetindo os dentes afiados e orelhas pontiagudas da composição de Max Schreck.

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Revista BRAVO!, 2007, p.82


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terça-feira, 6 de março de 2012

Livro Poesia Clandestina será lançado no próximo dia 14 de março


Há iniciativas que carecem de apoio à divulgação não pelo ideia presa do termo "carência", mas pela qualidade do trabalho. É assim com essa ideia que levo adiante no post de hoje do Letras in.verso e re.verso. O poeta, contista, cronista, romancista, jornalista, editor e outras tantas qualidades profissionais, Mário Gerson, que conheço já de longa data e já até postei uma nota aqui no blog sobre um projeto que ele conduz com outros poetas mossoroenses chamado Movimento Novos Poetas, prepara um largo passo dessa empreitada que tem feito balbúrdia - e boa balbúrdia - no universo literário do Rio Grande do Norte, em parceria, é claro, com outros projetos conduzidos por ele, como o jornal cultural CLANDESTINO, que foi reconduzido ao lugar devido e hoje caminha com fôlego novo e respira da escrita de profissionais e amadores da palavra. O que, volto a dizer, é qualidade divulgável, sabendo eu, dos entraves midiáticos e financeiros para projetos desse quilate em terras de papa jerumim. Não apenas isso, mas pelo a ideia é boa porque é independente, prima pela qualidade artística e se pauta por um tipo de mídia que por aqui não existem. Já disse noutros momentos que o Rio Grande do Norte talvez seja o único estado da federação em que os meios de comunicação simplesmente ignoram os artistas de seu lugar e não dispõe de uma página sequer a esse público. Talvez esteja aí o resultado da falência de muitos. Chegará o dia, creio, que vender miséria, politicagem e desgraça não dará mais lucro aos jornais. Ah, se vai!


(press release)


O jornal cultural e literário CLANDESTINO lançará, no próximo dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, sua primeira antologia poética, intitulada Poesia Clandestina, com poemas de Camila Paula, Ellen Dias e Samuel Paiva.

A obra, que recebe o selo do jornal em co-edição com a editora Queima-Bucha, será lançada às 20h, na Biblioteca Ney Pontes Duarte, em comemoração ao Dia Nacional da Poesia, 14 de março. “Este livro representa um momento importante para a poesia local. Representa, também, a renovação das vozes poéticas da cidade. É a primeira vez que o jornal CLANDESTINO investe em uma publicação e com selo próprio, em co-edição com a editora Queima-Bucha”, esclarece o editor-fundador do CLANDESTINO, jornalista e poeta Mário Gerson.

A primeira antologia poética do jornal é fruto de publicações esparsas dos jovens autores no blog do Movimento Literário Novos Poetas, criado a partir da união de cinco autores locais. “A antologia é o primeiro passo para as Edições Clandestino, selo referente ao jornal, que a partir de agora começará a publicar os seus próprios livros”, destaca Mário Gerson.

Segundo ele, as comemorações do CLANDESTINO referentes ao Dia Nacional da Poesia contarão com um bate-papo literário com Ellen Dias, Samuel Paiva e Camila, além de apresentação da banda Negantonho e dramatização da Cia. Escarcéu de Teatro e recital. “Vamos comemorar o Dia Nacional da Poesia, a importante data que nos faz lembrar Castro Alves, com debates e recital. É uma forma de enriquecermos a literatura, falando sobre o fazer poético, sua natureza, suas nuances, seus labirintos”, frisa.
 
  
Os autores – Camila Paula é natural de Mossoró. Formou-se em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde atualmente faz mestrado em Educação.

Ellen Dias é jornalista graduada pela Uern. Atua no mercado desde 2009 e passou pelas equipes de reportagem da TV Mossoró e do Jornal de Fato.  Apaixonada por cinema, música e literatura. Adora gatos. Faz parte do grupo Alterna Comunicação, atuando com produção e direção de vídeos. Escreve poesia desde os 15 anos, começou por hobby, e assim o faz até hoje. Mais publicações em seu blog pessoal

Já o poeta Samuel Paiva é natural de Rafael Godeiro. Desde 2009 publica os mais variados tipos de produções literárias no blog pessoal e tem poesias publicadas no jornal GAZETA DO OESTE.


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Gabriel García Márquez

O jovem Gabriel García Márquez nos tempos de jornalista. Foto: El Espectador



Dos grandes mestres latinoamericanos, fora os brasileiros, é de quem mais tenho proximidade. Primeiro, pela leitura de O amor nos tempos do coléra, livro para o qual compus um poema, que no dia em que eu voltar a mexer nos meus escritos de gênero - quem sabe o poste por aqui ou mande à alguma dessas revistas literárias. Depois, pela leitura de Memória de minhas putas tristes, livro sobre o qual redigi uma nota para este blog. E, por fim, por Cem anos de solidão. Livro que adquiri numa dessas trocas no sebo: dei um Cadernos de Lanzarote, de José Saramago, em troca do conhecido livro de Gabo. Livro, aliás, que hoje, pelo octagésimo quinto aniversário do escritor está sendo lançado no formato eletrônico.

E é por essa data marcante na vida do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, que o post para a coluna "Os escritores", é dedicado a Gabriel García Márquez.

Nascido em 1928, em Aracataca, cidadezinha ao norte da Colômbia, foi criado ao lado do seu avô materno Nicolás Ricardo Márquez Mejía, então coronel da guerra civil colombiana de início do século passado. Estou em colégio jesuíta. Iniciou, mas abandonou devido a necessidade de trabalho - e pela época tornou-se correspondentes jornalístico - o curso de Direito. Viveu em Roma, Paris, Nova Iorque, Barcelona e México, sempre devido a profissão.

Cem anos de solidão é sua obra mais conhecida e acusada por alguns críticos como a que mais se aproxima de um modelo de estado comunista. A cidade misteriosa de Macondo, onde se desenvolve as ações nessa obra, estaria não colocando eleições diretas para um representante do lugar e pela quantidade significativa de revoluções, sendo uma representação metonímica do próprio estado revolucionário idealizado por Che Guevera e levado a cabo por Fidel Castro, com quem o escritor teve relações muito próximas. Aliás, é sobre essa questão nebulosa, que março de 2010, chegou às livrarias brasileiras a versão para o português de Gerald Martin, Gabriel García Márquez - o escritor e o ditador.

Polêmicas à parte - porque estas, todo grande escritor as tem - o colombiano já produziu uma vasta obra nos gêneros romance, crônica, contos e infanto-juvenis. Esta última me é novidade porque, até hoje, não a conheço e é uma novidade daquelas, igual ao que foi descobrir que Clarice Lispector também escreva coisas do gênero. 

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Sexo e literatura

Cena de O amante de Lady Chatterly, livro de D. H. Lawrence adaptado para o cinema

O post de hoje é para por muito marmanjo a melar a cueca e muita dondoca a revirar-se na cadeira. Não, não será uma aula de sexo e literatura ou de sexo na literatura ou ainda de literatura sobre o sexo. A observação é a de que - toda obra literária, desde a mais insignificante à mais sofisticada, já ousou por lá pelo meio do texto uma pitada de calor. Excessão aos mais insignificantes que fazem isso já logo nas duas primeiras linhas introdutórias do texto e vai recompondo as cenas capítulo sim capítulo não. 

Minha primeira vez na literatura não lembro bem. Mas, como o primeiro livro que li de ponta a ponta, porque afinal em casa de livro só havia ele, foi a Bíblia, creio que foi lá a minha primeira vez. Cântico dos cânticos. Tinha umas coisas que li enrubescido, ou pulei, ou inventei uma passagem outra para ler o que está ali - isso porque quando comecei a ler, lia em voz alta, para, na cozinha minha mãe ouvir-me. E, claro, eu adolescente ler putaria - ainda mais vinda de um livro sagrado - talvez não fosse bom tom para os ouvidos dela. 

Depois, vieram os da literatura propriamente dita. Dos livros da Agatha Christie não lembro de ter lido alguma cena de sexo. Acho que as personagens estão muito envolvidas em desvendar crimes que se esquecem de pecar do lado de baixo da lei. Agora, com O cortiço, do Aluísio Azevedo... Não mais enrubesci, me excitei mesmo com as lições lésbicas de Pombinha. Olhem o nome (sugestivo) da personagem. 

E tudo foi se transformando numa pura vadiação. Lolita, de Nabokov, Hilda Furacão, de Roberto Drummond, Gabriela, de Jorge Amado, O amante de Lady Chatterley, D. H. Lawrence, A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, A fúria do corpo, de João Gilberto Noll, A obscena senhora D., de Hilda Hilst etc. - só mesmo para citar aqui algumas das obras e alguns dos escritores que povoaram ou reinventaram as formas de contar o sexo.

Pois é, a coisa é mesmo séria. Já até instituíram um prêmio literário que se chama "Bad Sex in Fiction Award", oferecido pela revista inglesa Literary Review. Ganha o prêmio, o autor da pior cena de sexo da ficção. O prêmio poderia não existir para que percebêssemos que escrever sobre sexo é sim um desafio, porque não é somente evocar a atração física dos corpos, a grandiosidade dos orgasmos, é fazer isso, mas sem cair no bestial ou no rídiculo. 

A seguir uma pequena lista de dez livros clássicos apresentados (ironicamente) pelo escritor Rowan Somerville - um dos vencedores do "Bad Sex in Ficton Award" - ao The Guardian e que, figura, para ele, entre os que melhor fizeram uma escrita sobre o sexo:

10. Plataforma, de Michel Houllebecq (2003);
9. A história de O, de Pauline Réage (1954) - leia trechos do romance no Germina Literatura, aqui;
8. Um jovem americano, de Edmund White (1982);
7. Thongs, de Alexander Trocchi (1955) - sem tradução no Brasil;
6. Dracula, de Bram Stroker (1897);
5. O amante de Lady Chatterly, de D. H. Lawrence (1928);
4. The Bloody Chamber and Other Stories, de Angela Carter (1979) - também sem tradução no Brasil;
3. História do olho, de Georges Bataille (1928);
2. Pétala escarlate, flor branca, de Michel Faber (2002);
1. Lolita, de Vladimir Nabokov (1955).

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Chamada para a 5ª edição do caderno-revista 7faces

Até o dia 31 de maio de 2012 poetas e artistas plásticos podem submeter material para a 5ª edição do caderno-revista 7faces, que tem previsão de lançamento para entre os meses de junho e julho de 2012.

Para saber mais, acesse o espaço-blog do periódico, aqui.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

O delfim, de José Cardoso Pires

Edição brasileira publicada pela Bertrand Brasil nos 40 anos de lançamento da obra.


A primeira vez que li O delfim saí do romance um tanto quanto perdido. Mas, saí assim com outros romances. A maçã no escuro, da Clarice Lispector, o primeiro deles, Grande sertão: veredas, do Guimarães Rosa, O evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago, Janela de Sónia, do Manuel Rui, o mais recente. Sair assim de um romance, portanto, parece ser algo natural, se pecebermos que a semelhança que há entre todos esses romances citados está naquilo que podemos chamar por "magnitude". O magma verbal desses romances - estágios de interlíngua no código em que se situam - é o suficiente para se produzir aqui o entendimento, mais acurado, do porquê saí/sai-se um tanto quanto perdido d'O delfim

Outra razão que justifica meu perder-se talvez esteja na velocidade com que empreendi sua primeira leitura. Estamos mesmo acostumados com a ideia de que o romance, diferentemente da poesia, está aí para ser devorado. Não há espaço, tempo ou dia ideal para se ler um romance, lê-se em qualquer lugar, a qualquer hora, a qualquer dia. Ledo engano. Há romances - os grandes - que exigem do leitor mais que abri-lo e lê-lo, exigem-no o papel de construtor da sua narrativa; se, para uns, o romance é o sinônimo da passividade do leitor, para o caso do romance de José Cardoso Pires e, consequentemente, para os outros que listei, o leitor desempenha o papel de sujeito ativo e responsável, tanto quanto que o escreve, pela montagem da narrativa. Logo, O delfim merece ser lido devagar, como quem, à maneira do narrador, está ali à caça de alguma coisa. O processo que atribuímos apenas ao poema, deve ser empregado com todas as ferramentas em romances desse tipo.

Cena de O delfim. Em 2001, o livro de José Cardoso Pires foi adaptado para o cinema pelo diretor português Fernando Lopes.

Escrito em 1968, O delfim é apontado pela crítica como a obra-chave da produção literária de José Cardoso Pires. Em linhas gerais, tem-se aí a história de um escritor-caçador que volta, depois de um ano, às terras da Gafeira. A propriedade (fictícia) pertencente ao Tomás Manuel Palma Bravo, o delfim, um marialva em declínio à modo de José Amaro,  coronel falido de Fogo Morto, do brasileiro José Lins do Rêgo, está sob suspense, devido à morte de sua esposa, Maria das Mercês; em seguida, se descobre que o criado, Domingos, também. E o delfim, desaparecido. Instala-se aí o mistério. Com todo esse cenário policialesco não estamos diante de um romance à Agatha Cristhie. Não. Porque se nos romances policiais os crimes têm uma solução, não parece ser esse o interesse em O delfim. O que se sabe, apenas, é que, o crime pode ter se dado de todas as maneiras possíveis. A chave de um romance policial não é esse? É. Mas, em O delfim, não se apresentam soluções, somente pistas: tanto Tomás pode ter pego Maria das Mercês, sua boneca de luxo intocável, com o criado Domingos e ter dado cabo dos dois, como algum dos moradores da Gafeira, cansado da opressão vivida pelo delfim ter feito isso e, pode até, que a própria Maria das Mercês tenha articulado tudo pelo fato de ter pego Tomás com Domingos.

O crime é, pois, apenas uma chave para prender o leitor e mostrar, isto sim, a ruína de um modelo social que como a burguesia, anteriormente criticada em Eça Queirós, dá seus últimos suspiros: o latifundiarismo e os microsistemas de opressão que os senhores donos de terra davam corda sobre os mais fracos. Levante, aliás, que se dará, em definitivo, num outro grande romance, o Levantado do chão, de José Saramago. 

Findo dizendo que, O delfim, não é bem um romance no sentido estrito do termo. Mas, uma possibilidade de romance. O modo como José Cardoso Pires o concebeu foi para sê-lo não apenas um documentário do momento vivido por Portugal àquela época, mas para uma desconstrução do modo factual de se produzir narrativa na literatura de língua portuguesa. José Cardoso Pires se beneficia dos processos mais sofisticados de composição do texto romanesco. E os tem todos ao seu favor: a polifonia, a intertextualidade, a interdiscursividade. Todos estão aí em pleno funcionamento e, o que leitor, logo se depara, é com uma estranha e extensa engrenagem cujas peças se mostram e se escondem, em simultâneo, e o obriga à montagem e remontagem constante da narrativa. Se há algo de policial nesse romance de José Cardoso Pires, o leitor é quem deve se portar como um Sherlock Holmes.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Jorge Lucio de Campos



O poeta Jorge Lucio de Campos teve poemas seus incluídos na 3ª edição do caderno-revista 7faces, publicada em finais de 2011. Agora, está lançando pela Bookess e pela Clube de Autores, em versão impressa e em e-book, três coletâneas Os nomes nômades, Paisagem de noites e A realidade da pedra. Trata-se de uma versão revisada de suas cinco primeiras coletâneas, já esgotadas, Arcangelo (EdUERJ, 1991), Speculum (EdUERJ, 1993), Belveder (Diadorim/UNESA, 1994), A dor da linguagem (Sette Letras, 1996) e À maneira negra (Sette Letras, 1997), agora reunidas nestas três. 

Jorge Lucio de Campos é do Rio de Janeiro. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) onde cursou ainda o Mestrado em Filosofia, o Doutorado e um Pós-Doutorado em Comunicação e Cultura. Atualmente exerce a profissão de Professor em Análise da Informação, Introdução à Arte Contemporânea, Pensamento e Visualidade e Questões de Estética e de Teoria do Design na Escola Superior de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de Teoria da Comunicação I e II da Universidade Candido Mendes (UCAM) e de História da Arte (UNIVERSO). 

Sua produção não finda na poesia. Também é ensaísta e publicou, além dos verbetes relativos à arte brasileira do Dicionário Oxford de Arte (do qual também foi responsável pela revisão técnica), de Ian Chilvers, Harold Osborne e Dennis Farr (Martins Fontes, 1996), os livros Do simbólico ao virtual: A representação do espaço em Panofsky e Francastel (Perspectiva/EdUERJ, 1990) e A vertigem da maneira: Pintura e vanguarda nos anos 80 (Diadorim/EdUERJ, 1994), relançado como A vertigem da maneira: Pintura e pós-vanguarda na década de 80 (Revan/FAPERJ, 2002). 

Ligações a este post
Leia os poemas de Jorge Lucio publicados na 3ª edição do caderno-revista 7faces, indo aqui.  

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