Primeiro romance escrito no Facebook



Leif Peterson. É este o nome do autor que reivindica para si o fato de ter sido ele o primeiro a escrever uma obra inteiramente através do Facebook. Peterson respondeu a um desafio lançado por um amigo no Inverno de 2009:  redigir uma história com mil palavras sobre um homem que descobre um cartaz da Missing Person com o seu próprio rosto.

Concluída a redação, Peterson publicou a história no Facebook a 10 de fevereiro desse ano para que os amigos virtuais pudessem lê-la. Mas aqueles que a leram disseram que a história não estava concluída; julgaram tratar-se apenas de um esboço, ou, no máximo, do começo de algum romance. E logo começaram a chover mensagens tentando saber o que se seguiria à matéria já publicada.

Com o alento da demanda, Peterson decidiu desenvolver a história, a que chamou Missing e, ao longo dos quatro meses seguintes, cinco dias por semana, foi colocando novos desenvolvimentos no Facebook e acrescentando novos leitores à listagens de amizades virtuais.

À medida que o enredo se desenvolvia, alguns seguidores revelaram-se fãs incondicionais, deixando comentários diários e, por vezes, manifestando a frustração de terem de aguardar 24 horas pelo novo suplemento. Até que, a 10 de Junho de 2009, quatro meses depois de começar a sua pioneira aventura literária, Peterson "postou" o 84.º e derradeiro fascículo da história, concluindo a primeira novela a ser escrita inteiramente no Facebook.

Leif Peterson vive em Montana com sua companheira e três filhos; foi editor de duas revistas literárias, tem inúmeros contos publicados e é autor de quatro livros, um deles publicado pela Random House em 2005, Catherine Wheels.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cinco livros para conhecer a obra de William Faulkner

Os melhores diários de escritores

Essa estranha instituição chamada literatura: uma conversa com Jacques Derrida

Lolita, amor e perversão

O conto da aia, o pesadelo de ser mulher numa teocracia

Os ventos (e outros contos), de Eudora Welty

O primeiro conto de Ernest Hemingway

Há muitos Faulkner

Kazuo Ishiguro, Prêmio Nobel de Literatura 2017

Boletim Letras 360º #239