Gonçalo M. Tavares





Nascido em 1970, Gonçalo M. Tavares começou a publicar apenas em 2002, mas já obteve várias distinções (Prêmio José Saramago em 2005, Prêmio Ler/Millennium BCP 2004, Grande Prêmio de Conto Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco, Prêmio Portugal Telecom 2007, Prêmio Internazionale Trieste 2008,  e Prêmio Belgrado Poesia 2009, na Sérvia); logo, se as premiações atestam a boa qualidade de um escritor não há mais o que ser dito dele. Soma-se a esta leva de títulos as bênçãos do Prêmio Nobel de Literatura José Saramago quem lhe outorgou o prêmio máximo no futuro para Gonçalo M. Tavares. Se isso se cumprirá não sabemos; mas que o gajo português anda em caminhos, ah sim, anda. 

Os livros de Gonçalo M. Tavares estão publicados em mais de 35 países e em mais 160 traduções entre romances, conto, teatro, poesia, ensaio e uma série de gêneros outros que serviram/servem à peças de teatro, dança, peças radiofônicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, dança, vídeo de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses acadêmicas etc. Ao todo são mais de 30 livros, entre eles Aprender a rezar na era da técnica, JerusalémViagem à Índia, Matteo perdeu o emprego e a coleção O Bairro em que ficcionaliza nomes da literatura universal

Alguma vez a crítica terá dito que Gonçalo M. Tavares vale por uma literatura inteira. E é verdade: sua obra não se fecha nas fronteiras já estabelecidas dos gêneros literários. É um canteiro de experimentações, mas sem fazer da literatura arte pela arte. Seu grande interesse tem sido (e tem conseguido cumprir) reiterar o lugar da literatura como espaço onde se é possível pensar o sujeito e sua relação com o mundo. E isso não é tarefa dada a escritores comuns interessados tão somente no entretenimento gratuito, nos experimentalismos sem fundamentação, na repetição dos fadados exercícios de linguagem.




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