Glória a Parra nas alturas

Nicanor Parra


Em Las Cruces, 150Km ao sul de Santiago. A bruma envolve a baía e pela íngreme rua Lincoln, nenhum vizinho sobe nesta manhã de sexta-feira. O mar reluz como óleo no escuro de tão frio e não salpica as rochas vulcânicas da praia: essa é a paisagem que vê o artista desde seu terraço. Neste balneário dos anos 20, que hoje persiste em sua orgulhosa decadência, todavia, não há sinais de envelhecimento: tudo está como foi. Mas as placas advertem que estamos no Litoral dos poetas, começando por Cartagena, onde viveu Vicente Huidobro, e mais adiante, Isla Negra, terras de Neruda. Nicanor Parra é o homem ilustre do povoado. E tem outra casa em Isla Negra, onde alguém vez fantasiou um anti-museu; o grupo entusiasta de amigos que trabalha para escondê-lo ali ao 5 de setembro, quando cumpre um século de vida. É que em Las Cruces há indícios de que começaram os tours.

O chalé é de madeira escura e janelas brancas e tem uma porta de carvalho onde pintaram um grafite com aerossol, Antipoesía, o qual lhe deu muito gosto. Na rua, o Volkswagen Escarabajo cor de prata, modelo 60, conserva só a patente traseira, PF 41.50 – outro igual, em versão conversível, permaneceu na desvencilhada casa de La Reina, em Santiago. Foi nesse bairro onde se suicidou com um tiro na boca a folclorista Violeta Parra, sua irmã, de quem estava muito próximo.

Parra e os carros, grande atributo – impossível imaginar um centenário “tuerca” nem tão hipster. “O automóvel é uma cadeira de rodas”, diz um de seus “aforismos chilenos”. E foi porque alguém me contou faz uns meses que segue o rito semanal de subir e ligar a bateria para recarregá-la, que estamos aqui. Um vizinho diz que em 2013 o viu dirigir pelo povoado ao menos duas vezes, junto com um copiloto em pânico. Terá saudado como sempre, como o sinal da paz? Se bem que, ao completar 90 anos lamentou de está com a vista cansada, mas não ter perdido a visão para longe. Se sabe que segue subindo sem ajuda ao seu quarto, no primeiro andar, mas não o veremos nem o famoso cabelo – de um  “branco sulfúrico”, segundo o descreveu Leila Guerriero num belo retrato há alguns anos.

Outra notícia, de novembro. Descobriu que uma maneira elegante de negar-se a uma tarefa é pedir um milhão de dólares em troca. Isso fez quando o milionário chileno Leonardo Farkas, depois dos elogios ao seu Rey Lear, o pediu uma tradução de Hamlet. Para sua surpresa, no dia seguinte o pitoresco Farkas foi presenteado com uma pasta com um delicado pontapé.

O chalé está em silêncio. Será uma anti-entrevista, a nossa. A difusa Rosita Avendaño, sua caseira, diz com ar inocente: “O Sr. Nica aceitará os presentes mas não poderá recebe-los porque não encontra-se bem”. Contam que uma vez, quando Rosita foi-lhe de bater à porta, teve de voltar para o sul. E é um consolo que sua voz tenha sido mais vacilante quando se desculpou por Parra ante o ex-presidente Sebastián Piñera. Essa é sua voz corriqueira.

Num Chile com uma forte tradição de caudilhos literários, o culto à personalidade do poeta aproxima-se da idolatria ante este centenário em vida. Há uma febre de Parra, com artigos na imprensa toda semana. Os de Santiago receberão em setembro uma edição de Artefactos (1972), seus postais com versos breves, e farão uma exposição. Sua obra tem sido reeditada em tomos fabulosos pela Editora da Universidade Diego Portales que batizou a biblioteca com seu nome. Em julho, ao publicar Temporal, poemas inéditos de 1987 e recuperados pelo poeta Adan Méndez, sobre as tormentas que assaltaram Santigo naquele ano, sobre o fim do pinochetismo, a obra recebeu três resenhas num mesmo jornal. As festas seguem numa grande agenda. Em agosto abre-se Voy y vuelvo, uma exposição sob curadoria do crítico espanhol Ignacio Echevarría, com suas célebres montagens fotográficas. Trata-se da mostra de 2006 no Centro Cultural La Moneda, censurada e reaberta, mas que motivou na época a renuncia da coordenadora do espaço, Morgana Rodríguez; depois desse episódio a exposição foi levada para Guadalajara em 2012 e este ano já esteve na Biblioteca Nacional da Espanha. 

Quando estudante de Cosmologia em Oxford, 1949.

Num Chile com uma forte tradição de líderes literários, o culto à personalidade do poeta beira à idolatria ante este centenário em vida. Há uma febre de Parra, com artigos na imprensa a cada semana. Os leitores receberão em setembro uma edição de Artefactos, livro de 1972, seus postais com versos hiperbreves e haverá exposições. Sua obra, além disso, tem sido reeditada em edições de fôlego pela Editora da Universidade Diego Portales, que batizou sua biblioteca com o nome do poeta. 

Em julho, ao publicar-se Temporal, com poemas inéditos de 1987 recuperados pelo poeta Adan Méndez, sobre as tempestades que afetaram Santiago neste ano, sobre o fim do pinochetismo chegou a publicar-se três resenhas críticas num mesmo jornal. As comemorações seguem em grande agenda. Agora em agosto será aberta a exposição “Voy e vuelvo”, sob curadoria do crítico espanhol Ignacio Echevarría, já conhecido ao redor do mundo por suas célebres montagens fotográficas. Trata-se de um mostra que em 2006, no Centro Cultural La Moneda, foi censurada, depois reaberta,  mas motivou a renúncia da coordenadora na ocasião, Morgana Rodríguez – mostra que depois foi exibida em Guadalajara em 2912 e na Biblioteca Nacional da Espanha em 2013. 

Além dos artefatos poéticos como os tabuleiros com aforismos,  incluindo o famoso crucifixo de madeira com a inscrição “Voy e vuelo” no lugar de INRI – e “El pago de Chile”, os termos dirigidos ao presidente e foram motivadores da censura e que agora incluem   a presidenta Michelle Bachelet – são enforcados ou transformados em fantoches? E se o Prêmio Cervantes de 2011 lhe faltou com uma homenagem em 2011, em virtude sua adesão às questões ecológicas, em março o fez ser lembrado pelo Greenpeace como o nome de um cidadão ilustre da República Glaciar, um país imaginário fundado em Los Andes. E em meados de agosto outra exposição: “Parra 100”, de Cristóbal Ugarte, seu neto Tololo, no Centro Gabriela Mistral, de La Alameda. É que no terremoto de 2010, ao cair a biblioteca em La Reina, o jovem descobriu uma maleta repleta de fotos. Seu neto preferido, ficou com a custódia do arquivo. Também ele, que é pianista, musicou poemas do avô.

Embora tenha combatido a figura do poeta nacionalista desde os anos 50, em sua poesia e suas práticas contraculturais há algo de patriarca neste homem, pai de seis filhos e com dezesseis netos, que aos 80 anos ostentava uma noiva jovem e uma virilidade e tanto (disse em um de seus artefatos: “Príapo: Há algo pior que a impotência senil? / a potência senil”). Sem dúvidas, sua obra e sua pessoa pública, o patriarca alterna com sua contrafigura, o dândi. Há uma singular fotogenia, a beleza acentuada a suavizar-se as características, como a idade e a impressão do dramatismo vital. “Sua formação barriobajero – sustém Rodrigo Rojas, professor na Universidade Diego Portales que pertence a seu núcleo – lhe permitiu atravessar todos os mundos e manter sempre a distância. É um equilibrista; pode absorver a periferia cultural e dar-lhe centralidade.” Parra é reverenciado por todo um universo de autores jovens sobretudo em virtude de sua postura poética – o antilirismo e o uso da fala coloquial. Em boa medida isso se origina também numa admiração com o romancista Roberto Bolaño, quem disse um dia: “Devo tudo a Parra...” O romancista Sergio Missana, quem relativiza a febre Parra, ressalta que sua influência entre os jovens se equipara a de Neruda e se eleva pelo fato de ser um criador da escola da Antipoesia.

Ainda, ele não se priva de dar uma mordida às mãos estendidas de seus seguidores. Enquanto alguns explicam sua enorme influência pela arquissimplificação atual da literatura e da crítica, corroídas pela mudança dos paradigmas de leitura, e sublinham a comodidade do estilo radical chic, cultivado pela família apesar de suas origens muito populares, há destinado seus próprios sarcasmos ao que em criolo santiaguino se chama la izquierda cuica, rebatizando-la como lumpem Aristokrat. Vale a pena recordar que o presente endeusamento se deve a seu largo ostracismo e ao repúdio sofrido durante longos anos, desde que em 1970, depois de ter ganhado o Prêmio Nacional, a Sociedade de Escritores o declarou oficialmente “fora da esquerda”, devido a independência de suas posições politicas e seu dogma de autonomia ideológica na arte, mas próximo aos beatniks que à literatura comprometida.

Nascido em San Fabián de Alico, na região de Ñuble, Nicanor foi o mais velho de seis irmãos, filho de um professor carismático que mortificava a todos com seu alcoolismo.  Sua predileção pelas cantigas de uma mãe agricultora, o que lhe instigou o gosto pela zona rural, foi determinante. A infância foi pobre, com mudanças entre Chillán e Santiago; começou a escrever poesia “para fazer chorar a mamãe”, segundo contou a Leónidas Morales em seu valioso Conversaciones con Nicanor Parra. Talvez pelo impulso de reaparição, estudou Matemática e Física na Universidade do Chile e nos anos 40, quando já havia publicado uma primeira antologia, partiu para estudar Mecânica Avançada na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, e depois Cosmologia em Oxford. Essas foram esplêndidas ocasiões para estudar os poetas metafísicos ingleses e Walt Whitman, para imitar Edgar Lee Masters na arte de escrever epitáfios e sermões fúnebres para mortos de ficção, entre outras negações poéticas com a morte. Ao voltar dos Estados Unidos foi ser subdiretor da Escola de Engenharia de Santiago. Como poeta, já era possuidor de uma fantasia e tanto que diversificava uma tradição nacional baseado no lirismo dos herdeiros de Mistral e Huidobro. Em 1954, publica Poesía y antipoesía e, com 40 anos, atravessa o limiar – em termos borgeanos – já deve todo seu exercício literário a si mesmo.

Pablo Neruda com Nicanor Parra em Isla Negra. "Neruda foi um problema para mim".
“Para ser sincero, Neruda foi sempre um problema para mim; um desafio, um obstáculo que se punha no caminho”, confidencia Parra ao uruguaio Mario Benedetti, quem o entrevistou para a revista Marcha em 1969, ao ganhar o Prêmio Nacional. “Então tinha que pensar as coisas em termos deste monstro. Mais tarde a coisa tinha mudado; há muitos monstros. Por uma parte que iludir a todos, e por outra, incorporá-los. Se esta é uma poesia anti-Neruda, também é uma poesia anti-Vallejo, uma poesia Anti-Mistral, uma poesia anti-tudo, mas também  ressoa nela todos estes ecos”.

Se o verticalismo de Neruda e do poeta Pablo de Rokha, inclusive mais dogmático, “esses egos monumentais” tão próximos no início terão se de fato entraves que atrasou a consagração de Parra, não sabemos dizer; o certo é que os antipoemas existem porque Neruda conseguiu resgatar a pasta de couro que Parra havia esquecido num bar do bairro de Melipilla, onde ambos tinham como parada a caminho de Isla Negra. Logo, Neruda foi quem escreveu a orelha do livro.

Em seu clássico tratado, William Empson distinguiu os sete tipos de ambiguidade que fundam toda a literatura. Acaso a oitava – a indecisiva – que seja a fórmula parriana, baseado na síntese de antecedentes que ele mesmo sublinha: Aristófanes e Chaucer, isto é, uma picaresca que fecha brechas entre a alta e a baixa cultura, mediante o tom lúcido legado de suas leituras surrealistas. Da tradição oral, deriva novos usos do duplo sentido aplicando mais adiante da sexualidade, a política e o mito romântico do autor. “Na realidade mais que com humor e com ironia, eu trabalho com o que poderia chamar-se o gozo de viver. O interessante é que o personagem se diverte como chinês” – diz ao amigo Morales, em seus diálogos registrados em 1970.  

Em castelhano, entre seus favoritos estão Juan Rulfo e Macedonio Fernández, a quem dedica alguns de seus poemas. Na poesia lamenta ter aparecido um Martín Fierro chileno. E como não associar sua obra com o agudo duplo sentido de Viejo Vizcacha? – a gauchesca, modelo perfeito de apropriação da voz subalterna, completa com sua arcaica métrica de oito sílabas, estetizada para o combate contra a instituição Justiça – quando Parra sabia que ele iria de Buenos Aires visitá-lo, pediu-lhe dicionários de gírias, que gentilmente aceitou a guardiã Rosita.

Mas sua obra se inscreve em plena sintonia com as vanguardas do século XX, as do anos 20 e 60. Ele mesmo estabeleceu desde cedo um artefacto que “o poeta é um simples locutor / Ele não responde pelas más notícias” e sendo “voz da tribo” basta a brilhante astúcia anônima da fala popular; nos anos 70 Parra descobriu esse outra fala disseminada pelos meios de massa. Ali está o perdido poemário Temporal, que parodia um noticiário do canal meteorológico, com sua mesa de analistas. Através dessa tagarelice incessante aprofundará seu próprio duplo sentido com os tópicos sociais e a palavra pública com um toque satírico.

Na há que se esquecer do tradutor de Lear rey y mendigo, saudada  por Ricardo Piglia como a melhor versão até hoje, quem disse residir aí a justificava de seu ingresso na “Enciclopedia de tradutores imortais”. Único caso histórico em que a imagem do tradutor substitui a do bardo na capa de um livro. Glória a Parra nas alturas! Para Harold Bloom, expert em Shakespeare, Parra é “um dos melhores poetas do Ocidente”.

Uma das obras magistrais de Parra é La vuelta del Cristo de Elqui, também reeditado no Chile com uma valiosa apresentação de Alejandro Zambra. Aí reelabora os sermões de Domingo Zárate Veja, um alucinado que inventou os anos 30. Este falso profeta ou demente relembra a História Universal da Infâmia, mas aqui não fala por suas prédicas. Mas a cor local, habilitada pelo tema, o coloca mediante a ambiguidade e ao recurso pop, menos estudado que outros aspectos de sua obra. Assim, começa com uma altissonante arenga televisiva “E AGORA COM VOCÊS”, pois Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa “tem aceitado gentilmente / a concorrer ao nosso programa gigante de Semana Santa”. Se trata de sermões num templo católico.

“Estou certo de que nesse tempo nós no Chile inventamos o pop...”, diz a Morales. E não exagerava. Há em Parra um potente avanço da pós-modernidade. O emprego paródico dos meios massivos desponta já em suas primeiras montagens fotográficas e colagens, menos estudadas que sua poesia.

Um dos Quebrantahuescos, montagem em colaboração, 1959

O interesse de Parra pelas artes gráficas começa nos anos 50 e é uma das grandes áreas de sua atuação. Toda sua poesia foi influenciando-se pela linguagem visual, mas que a sonora. Em 1952, junto com Alejandro Jodorowski e Enrique Lihn – a insultuosa banda de amigos com que evoluía “um surrealismo estridente” – criaram os Quebrantahuesos, o termo foi cunhado por Nicanor. Tratavam-se de montagens feitas em grande tamanho, feitas com recortes de jornais, que pegavam a cada semana da fachada do restaurante Naturista, da rua Ahumana, em frente aos Tribunales, em Bandera. Os pedestres se aglomeraram ante as obras e levaram parte delas. E daí surge o que ele batizou por artefactos. “A direita e a esquerda unidas jamais serão vencidas.” “Bem, e agora quem nos libertará de nossos libertadores.” Tratam-se de fórmulas ilustradas, com a finalidade de agitação, baseadas em epigramas ou diálogos tomados da fala coloquial – antiaforismos? – que ampliam os sentidos comuns. Seguindo George Didi-Huberman em seu soberbo estudo sobre os cadernos de autocolantes de Bertolt Brecht, poderíamos dizer que com eles Parra fixa sua posição – ou seus pontos suspensos, pois seu fim não é o axioma. Os artefatos, segundo Parra consistem em “fazer chocar uma frase, um texto bastante ridículo e convencional” com uma imagem documental. A eficácia do artefacto é de índole publicitária, depende de sua circulação: imagem e texto devem chocar e acelerar sua viralidade. Não é exagerado ver no artefacto uma mensagem de Twitter avant-la-lettre, a arte de um literal cut&past.

O poeta que intuiu a fragilidade da palavra na era dos mídia, até criou sua própria logo, o coração com patas, sua marca nas bandejinhas de pasteis. O método, segundo disse a Morales, é “selecionar os textos falados mais intensos, com maior quantidade de energia... Não apenas a parte visível do que poderia chamar-se de iceberg da cultura atual: esse iceberg tem que ser a totalidade da cultura para que realmente a coisa ande”. “Eu não sou direitista nem esquerdista / eu simplesmente rompo com tudo”; “Cuba sim / yankees também”; “Pai Nosso / Que estás no centro / livra-nos de direitas e esquerdas”.

O professor Rodrigo Rojas observa que, pese uma amizade de longas décadas, Parra afrontou a crítica de outras vozes centrais da poesia chilena, Raúl Zurita e Gonzalo Rosas, quem expressaram seu respaldo à transição democrática, enquanto ele se manteve expectador. “Nada mais geral que sustentar o extremo ceticismo”, observa.

Temporal, segundo lê o romancista Alvaro Bisama em sua resenha, seria uma conclusão política.

Hoje, Parra vive outra cena. Os amigos atestam sua plena lucidez, aí o vemos, com um novo artefacto, “Ofrenda floral”. “Dom Nica” se atém aos preceitos do hinduísta Códio de Manú, sobre a velhice em que tem vivido duas vezes, e segue comendo mariscos. Dorme umas 14 horas por dia. Acorda a hora da adolescência e duas horas mais tarde, de volta à cama, para sesta. Será que dorme tanto por cabala? Uma pergunta impertinente. Para despertar mais vezes por dia, para dar ao grande apagão novas chances de que seja indulgente?

Talvez tinha razão o filosofo Hans-G. Gadamer, também centenário, quando afirmava que todo o enigma da saúde está, digamos, à vista e não reside em outra coisa que o sonho. A sesta e o riso, então, modos de dizer Voy & vuelvo.  

Nicanor Parra básico

Com seus antipoemas, de 1954, a poesia em língua espanhola viveu uma guinada. Sua obra inclui Hojas de Parra, Sermones y prédicas del Cristo de Elqui, Artefactos, os soberbos Discursos de sobremesa e as obras completas reunidas em Obra gruesa. A antologia Parranda larga tem prefácio de Elvio Gandolfo; em inglês o prólogo é do crítico Harold Bloom. Ganhou o Prêmio Nacional de Literatura, o Juan Rulfo, o Reina Sofía, e o Cervantes em 2011. 

* Texto escrito a partir de uma versão livre para "Gloria a Parra en las alturas", de Matilde Sanchez, Revista Ñ.

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